
O mercado farmacêutico está em crise? Crise ou mudança?
Mudança ou adaptação? Estes questionamentos são o que
muitos
donos de distribuidoras andam fazendo.
Quando paramos para analisar a atual circunstância que os atacadistas de remédios se encontram, percebemos que existe uma nova forma de gestão de venda e de controle dos produtos pelas indústrias que estão obrigando muitos a mudarem o foco do seu mix de ofertas ou adaptar a empresa as atuais circunstâncias.
O empresário Elizeu Bueno, dono da empresa Audifar Comercial (5ª maior do setor até a um ano atrás) diz que passa por um momento de crise após um meteórico crescimento sem que a sua distribuidora tivesse infraestrutura para aguentar. Quebrou.
A Sagra, que era a 6ª maior desse segmento, adaptou o seu negócio para a comercialização apenas de perfumaria e cosméticos.
A Pacheco, maior rede varejista farmacêutica, abriu mão de
uma das suas unidades de negócio, a distribuição de
medicamentos, para trabalhar apenas com a venda direta
em suas lojas.
Essas mudanças são em grande parte reflexo da nova forma
que as indústrias farmacêuticas encontraram para gerir a
distribuição dos medicamentos a concentração limitada a
grandes distribuidores.
Assim, segmentam em grandes contas priorizando o grande negócio em detrimento das médias e pequenas redes de farmácias, o que acarreta uma verdadeira guerra pela sobrevivência.
Apesar das mudanças, as indústrias continuam com os seus pés no chão. Devido a crise da Audifar, muitas ficaram receosas, pois acreditam ser arriscado criar uma dependência muito forte com um distribuidor. O resultado pode chegar a uma perda de 25% de suas vendas caso o distribuidor venha a quebrar.
Outro ponto importante e de grande valia para os varejistas é o crescimento de vendas diretas das indústrias para as lojas, porém o grande gargalo é a logística.
Para finalizar, acreditamos que mudanças, adaptações e crises serão sempre identificadas no mundo dinâmico dos negócios farmacêuticos e somente com a mente aberta podemos adaptar o nosso negócio e sobreviver.
Fonte: notícia adaptada do jornal Valor em 15 de novembro de
2007.